sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

SÉRIE MULHER - Agar - Período patriarcal

 



Agar

Na história de Agar, eu fui confrontada com uma dor silenciosa que atravessa gerações. Agar não começa sua história com escolha. Ela entra na narrativa como serva, como alguém que vive decisões que não partem dela. Ela é entregue, usada como meio para um fim, colocada no centro de uma promessa que não foi feita a ela. E isso já diz muito sobre quantas mulheres carregam histórias que não começaram por vontade própria.
Agar engravida e, junto com a gravidez, nasce um conflito. Ela passa a ser vista com outros olhos, e a casa que antes a continha se torna um lugar de tensão. Quando o peso fica insuportável, Agar foge. Ela vai para o deserto. E o deserto, na Bíblia, nunca é só geográfico. É lugar de solidão, de medo, de perguntas sem resposta.
É no deserto que algo profundamente transformador acontece. Deus vê Agar. Ele não a ignora. Ele a chama pelo nome. Isso me toca profundamente. Agar é a primeira pessoa na Bíblia a receber uma aparição direta de Deus no deserto. Não é uma matriarca, não é uma mulher de destaque social. É uma serva. Uma estrangeira. Uma mulher ferida.
Deus fala com Agar, promete futuro para o seu filho e mostra que ela não está invisível. E Agar faz algo único: ela dá um nome a Deus. Ela O chama de “Deus que me vê”. Isso muda tudo. Uma mulher marginalizada reconhece que, mesmo no lugar mais esquecido, Deus o enxergou.
Agar volta. Mas a dor não termina ali. Anos depois, ela é novamente lançada para fora, agora com o filho nos braços. Outra vez no deserto. Outra vez sem recursos. E outra vez Deus aparece. Ele ouve o choro do menino e abre os olhos de Agar para uma fonte que sempre esteve ali. Isso me ensina que, às vezes, o deserto não muda, mas a visão muda.
Quando eu olho para Agar hoje, eu vejo mulheres que foram usadas, descartadas, empurradas para longe. Mulheres que carregam filhos, responsabilidades e dores sozinhas. Agar me ensina que Deus não vê apenas a promessa principal; Ele vê também as histórias paralelas. Ele vê as que foram deixadas à margem.
Agar não ficou dentro da casa da promessa, mas nunca ficou fora do cuidado de Deus. O deserto não foi o fim. Foi o lugar onde Deus se revelou de forma íntima e pessoal. Agar me lembra que ser vista por Deus é suficiente para continuar vivendo.
Gênesis 16; 21

SÉRIE MULHER - Sara - Período patriarcal

 



Quando eu li a história de Sara, eu aprendi que a fé também cansa. Sara não é apresentada como uma mulher fraca, mas como uma mulher que caminhou por muito tempo sustentando uma promessa que parecia não se cumprir. Ela deixa sua terra, sua parentela e sua segurança para acompanhar Abraão, seguindo um chamado que não foi feito diretamente a ela, mas que passou a moldar toda a sua vida.
Sara viveu anos de deslocamento. Viveu em tendas, em terras que não eram suas, sustentando uma promessa que falava de descendência enquanto o seu ventre permanecia estéril. E a esterilidade, naquele tempo, não era apenas uma dor íntima. Era vergonha, silêncio, sensação de inutilidade. Sara carregou isso por muitos anos.
Em determinado momento, a espera se torna pesada demais. Sara tenta ajudar Deus. Ela cria um caminho alternativo para que a promessa se cumpra. Entrega sua serva Agar, permite algo que gera conflito, dor e divisão. A Bíblia não esconde isso. A fé de Sara não foi perfeita, mas foi real. Ela acreditou, duvidou, esperou e se cansou. Tudo isso faz parte da sua história.
Quando Deus volta a falar e reafirma que a promessa viria através dela, Sara ri. Não é um riso de alegria, mas um riso de incredulidade cansada. Um riso de quem já esperou demais. E Deus não a expõe, não a descarta. Ele apenas pergunta se existe algo difícil demais para Ele. Essa pergunta atravessa o tempo e chega até mim.
No tempo certo, Sara concebe. O ventre que parecia morto gera vida. O riso da incredulidade se transforma em riso de cumprimento. Isaac nasce, e com ele nasce uma verdade profunda: Deus não se esquece, Deus não se atrasa, Deus não falha. A promessa não morreu no silêncio dos anos.
Quando eu olho para Sara hoje, eu vejo mulheres que esperaram mais do que gostariam, que tentaram resolver sozinhas, que riram porque já não acreditavam mais. E vejo um Deus que não desistiu delas. Sara me ensina que a promessa pode demorar, mas ela não expira. Que Deus trabalha fora do nosso relógio, mas nunca fora do tempo certo.
Sara não é apenas a mulher da promessa. Ela é a mulher da espera. E a espera, quando colocada nas mãos de Deus, nunca é em vão.
Gênesis 11–23



Depois vou trazer um estudo profundo sobre Sara.


SÉRIE MULHER - Naamá - Período primitivo

 



Naamá
Quando eu chego à história de Naamá, eu percebo algo diferente das outras mulheres até aqui. Naamá não é apresentada como esposa, nem como mãe, mas como filha. E mesmo assim, seu nome é registrado. Isso me chama atenção, porque a Bíblia não costuma registrar nomes sem propósito. Se Naamá foi lembrada, é porque sua presença carrega significado.
Naamá vive num tempo em que o mundo já está profundamente distante do Éden. Ela nasce em uma geração marcada pelo avanço da violência, pelo orgulho humano e pela confiança excessiva na própria força. Ela é filha de Lameque, um homem que se vangloria da vingança e da força, que fala mais de si do que de Deus. E ainda assim, no meio desse contexto duro, surge uma mulher chamada Naamá.
O significado do nome Naamá está ligado à ideia de suavidade, agrado, doçura. Isso me toca profundamente. Em meio a um ambiente marcado pela dureza, Deus permite que uma mulher carregue um nome que fala de delicadeza. É como se, mais uma vez, a graça de Deus aparecesse silenciosamente, contrastando com a brutalidade do tempo.
A Bíblia não nos conta o que Naamá fez, nem como viveu sua vida. E esse silêncio também ensina. Nem todas as mulheres tiveram suas histórias detalhadas, mas todas foram vistas por Deus. Naamá me lembra que o valor de uma mulher não está apenas no que ela faz, mas no fato de ela existir diante de Deus.
Quando eu penso em Naamá, eu penso em mulheres que cresceram em lares difíceis, em ambientes espiritualmente confusos, cercadas por escolhas que não foram delas. Mulheres que carregam marcas da história familiar, mas que não são definidas por ela. Naamá me ensina que o contexto não determina totalmente o destino.
O nome dela permanece registrado em Gênesis como um sussurro de graça em meio ao caos. Deus não apaga as mulheres das gerações difíceis. Ele as escreve. Ele as vê. Ele as chama pelo nome.
Naamá me lembra que, mesmo quando tudo ao redor parece duro demais, Deus ainda faz nascer suavidade. Ainda há beleza. Ainda há propósito. Mesmo em tempos quebrados.

Gênesis 4:22




Naamá 
Mulher mencionada na Bíblia que conheceremos aqui é: Naamá, descendente de Caim, filha de Lameque com Zilá.
REFERÊNCIA BÍBLICA: Gênesis 4:22

SIGNIFICADO DO NOME: “Doçura”, “Deleite”, “Agradável”

LOCAL: Peregrinações pela Terra

ÉPOCA:  3300

RELACIONAMENTO COM DEUS:

Nada é mencionado sobre um relacionamento com Deus, e quando vemos isso sobre a história de uma pessoa é algo que pode realmente sinalizar que essa pessoa não procurou se aproximar de Deus, o que é o mais preocupante e triste da história de qualquer pessoa que tenha vivido nesse mundo.

RELACIONAMENTOS COM O PRÓXIMO:

PAIS: Lameque e Zilá

IRMÃO: Tulbacaim

HISTÓRIA: Bisneta de Caim, Naamá, foi a primeira filha cujo nome é citado nas genealogias. Acredita-se que, pelo significado do nome, ela foi uma mulher muito bonita.
Um comentário interessante feito por Champlin (2001) sobre ela, é que era tão bela que, tal qual a Helena de Troia, podia dar uma ordem e iniciar uma guerra usando as armas fabricadas por Tulbacaim, seu irmão. Ela se encaixa perfeitamente na descrição de Gênesis 6:1, “os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas”. Isso significa que havia 2 grupos, o que servia a Deus, eram os filhos de Deus e descendentes de Sete, e o que não servia, os descendentes de Caim. Naamá se encaixa no grupo de pessoas que não servia a Deus.

PROPÓSITO:

Toda mulher deseja ser bonita e investe em sua aparência. Naamá nasceu naturalmente bela, talvez ela fosse a mulher mais bonita do mundo, mas para ser bela aos olhos de Deus ela precisava lapidar o seu coração e interior.

DEVO IMITAR:

Irradiar beleza (interna e externa).

DEVO EVITAR:

Não devo investir mais na beleza exterior que a interior.

Não posso usar minha beleza para interesses escusos.

DESTAQUES:

“[…] a ideia de Deus a respeito da beleza é, provavelmente, muito diferente daquilo que eu e você consideramos belo. (E com certeza a ideia que Ele tem da beleza é muito diferente da que o mundo tem!) […] Provérbios 31:10-31 apresenta um retrato do que Deus pensa a respeito da beleza feminina. E, conforme Ele diz a respeito de si mesmo, “[…] os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, […] os meus caminhos [são] mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8-9). Deus existe em um patamar superior ao nosso, assim também acontece com sua ideia a respeito da beleza!”



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

BÍBLIA DE ESTUDO DA MULHER DE FÉ: Nova Versão Internacional. Editora Geral: Jean E. Syswerda. Tradução: Cecília Eller. São Paulo: Editora Vida, 2014.

A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional/edição autorizada da obra de Edward Reese (org.); tradutor Judson Canto (títulos e textos explicativos). São Paulo: Editora Vida, 2003.

CHAMPLIN, Russell Norman. Dicionário A-Z. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 6 e 7.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado: VERSÍCULO POR VERSÍCULO: Gênesis. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 1





SÉRIE MULHER - ZILÁ - Período Primitivo

 




Zilá
Quando eu chego à história de Zilá, eu percebo que a Bíblia continua falando muito através de poucas palavras. Zilá também não tem uma narrativa longa, não tem falas registradas, não tem emoções descritas. Ainda assim, o nome dela está ali. E isso me lembra, mais uma vez, que Deus não escreve nomes sem propósito.
Zilá vive no mesmo contexto de Ada. Um tempo distante do Éden, marcado por relações quebradas e por um coração humano cada vez mais endurecido. Ela é a segunda esposa de Lameque, num cenário onde o plano original de Deus para o casamento já havia sido rompido. A poligamia aparece aqui não como bênção, mas como consequência de um mundo que se afasta do desenho divino.
Ao pensar em Zilá, eu imagino uma mulher que também vive à sombra de decisões que não partem dela. Ela entra numa história já complexa, já ferida. A Bíblia não diz como foi sua escolha, nem se houve escolha. O silêncio do texto me faz refletir sobre quantas mulheres, ao longo da história, viveram realidades impostas, sem voz, sem espaço para decidir.
O nome Zilá carrega a ideia de sombra, proteção, abrigo. Isso me chama muito a atenção. Em um tempo de dureza, Deus permite que uma mulher tenha um nome que fala de cuidado. É como se, mesmo em meio ao caos, Deus ainda sinalizasse que a mulher pode ser lugar de acolhimento, de sustento, de continuidade da vida.
Zilá é mãe. Dela nascem Tubal-Caim, ligado ao trabalho com metais, e Naamá, uma filha cujo nome também atravessa o texto bíblico. A partir de Zilá, surgem habilidades, técnicas, avanços humanos. Isso me faz pensar que, mesmo quando o contexto espiritual está frágil, Deus ainda permite que a vida avance. A graça continua operando de formas que nem sempre percebemos.
Quando eu olho para Zilá hoje, eu vejo mulheres que viveram à margem, que sustentaram lares, filhos e histórias sem reconhecimento. Mulheres que foram abrigo, mesmo precisando de abrigo. Zilá me ensina que Deus vê aquelas que vivem à sombra, aquelas que quase não aparecem, mas que são fundamentais na construção das gerações.
O nome de Zilá permanece registrado. Isso me lembra que Deus não se esquece das mulheres silenciosas. Ele vê, Ele guarda, Ele escreve seus nomes na história, mesmo quando o mundo não percebe.


Gênesis 4:19–22



 Zilá, a outra esposa de Lameque!

SIGNIFICADO DO NOME: “Sombra” ou “Proteção”

REFERÊNCIA BÍBLICA: Gênesis 4:19-24

LOCAL: Era nômade, assim como Ada

ÉPOCA: 3101 a.C.

RELACIONAMENTO COM DEUS:

Ambas, tanto Ada, quanto Zilá pertenciam à geração ímpia de Caim, não é encontrado nenhum relato de que tivessem um bom relacionamento com Deus.

RELACIONAMENTOS DE ZILÁ:

DESCENDE de Caim e esposa

ESPOSO: Lameque

FILHOS: Tubalcaim e Naamá

HISTÓRIA DE ZILÁ:

Zilá foi a segunda esposa de Lameque. Ela teve um filho e uma filha, o nome desta é registrado na Bíblia, Naamá. Quanto ao filho, Tulbacaim, foi o inventor da metalurgia, ele fabricava peças de bronze e de ferro para a guerra, campo e usos domésticos. Tanto Lameque, seu marido, quanto Tubalcaim, seu filho, eram homens violentos.

Após ter sido tomada como mulher por Lameque, ZILÁ CONVIVE DIARIAMENTE COM ADA, E ZILÁ PARECE TER SIDO A SEGUNDA MULHER DE CAIM, JÁ QUE O NOME DE ADA, É MENCIONADO ANTES DO DELA.*

PROPÓSITO:

Zilá foi uma mulher, esposa e mãe com histórico manchado pela violência, "pelo que podemos inferir pelos detalhes que lemos sobre seu esposo e filho na Bíblia".Falhou em seu propósito, ao demonstrar, com seu silêncio, que concordava com as práticas pecaminosas de seu marido. Certamente, a vida dela foi rodeada de tensão e guerras.

DEVO EVITAR:

Não posso consentir com as práticas errôneas da minha família

Não devo colocar a família antes de minha comunhão com Deus



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

BÍBLIA DE ESTUDO DA MULHER DE FÉ: Nova Versão Internacional. Editora Geral: Jean E. Syswerda. Tradução: Cecília Eller. São Paulo: Editora Vida, 2014.

A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional/edição autorizada da obra de Edward Reese (org.); tradutor Judson Canto (títulos e textos explicativos). São Paulo: Editora Vida, 2003.



SÉRIE MULHER - Ada - Período Primitivo



Ada
Quando eu chego à história de Ada, eu percebo como a Bíblia fala muito, mesmo quando diz pouco. Ada aparece em poucas linhas, quase sem detalhes, mas o fato de seu nome estar registrado já me ensina algo profundo: Deus vê mulheres que quase ninguém percebe.
Ada vive num tempo em que o mundo já está distante do jardim. Ela não conheceu o Éden, não ouviu Deus caminhar entre as árvores. Ela nasce em gerações marcadas pela ruptura, pela violência crescente e pela distorção dos relacionamentos. Ada é esposa de Lameque, o primeiro homem a quebrar abertamente o modelo original do casamento, vivendo com mais de uma mulher. A Bíblia não apresenta isso como avanço, mas como sinal de afastamento do propósito de Deus.
Ao ler sobre Ada, eu penso nas mulheres que vivem consequências de decisões que não foram elas que tomaram. Ada divide o marido, divide a vida, divide o espaço. A Bíblia não registra sua voz, mas o silêncio dela fala. Ela vive num relacionamento que já nasce ferido, num tempo em que o coração humano se torna cada vez mais duro.
O significado do nome Ada me toca profundamente. Seu nome está ligado à ideia de ornamento, beleza, delicadeza. Em meio a um contexto pesado, Deus permite que uma mulher carregue um nome que fala de valor. Isso me mostra que, mesmo quando o ambiente ao redor se corrompe, Deus continua atribuindo dignidade à mulher.
Ada é mãe. Dela nasce Jabal, ligado à vida nômade, e Jubal, ligado à música e aos sons. Isso me chama atenção: mesmo em um tempo de distanciamento espiritual, algo criativo, algo sensível, algo ligado à expressão nasce através dela. A vida continua sendo gerada, apesar do caos. A graça de Deus ainda encontra caminhos.
Quando eu olho para Ada hoje, eu vejo muitas mulheres que não têm sua história contada em detalhes. Mulheres que sustentam a vida em silêncio. Mulheres que vivem em contextos difíceis, relacionamentos quebrados, escolhas que não foram suas. Ada me ensina que existir já é um testemunho. Permanecer já é fé.
O nome de Ada não foi apagado. Ele atravessou gerações e chegou até nós. Isso me lembra que Deus não registra apenas as histórias barulhentas. Ele registra também aquelas que foram vividas em silêncio, mas com peso eterno. Ada me ensina que Deus vê, mesmo quando quase ninguém vê.


Gênesis 4:19–22


Ada, uma das esposas de Lameque
REFERÊNCIA BÍBLICA: Gênesis 4:19-24
ADA
SIGNIFICADO DO NOME: “Beleza” ou “Adorno”
SIGNIFICADO DO NOME: “Sombra” ou “Proteção”
LOCAL: Era nômade
ÉPOCA: ~ 3101 a.C.
RELACIONAMENTO COM DEUS:
Ada pertencia à geração ímpia de Caim, não é encontrado nenhum relato de que tivesse um bom relacionamento com Deus.
RELACIONAMENTOS DE ADA:
DESCENDE de Caim e esposa
ESPOSO: Lameque
FILHOS: Jabal e Jubal
HISTÓRIA DE ADA:
Pelo significado do nome, Ada, devia ser uma mulher muito bonita. Ela foi citada antes de Zilá, provavelmente era a 1ª esposa de Lameque. Ela experimentou o primeiro caso de bigamia, mas não é registrado intrigas entre elas, apesar de essa ser a 1ª vez que padrão instituído por Deus foi quebrado dessa forma. Seus filhos foram grandes inventores: Jabal criou tendas e foi um grande pecuarista, e Jubal foi um grande músico e o inventor de instrumentos musicais de cordas e de sopro. A vida nômade de Ada deve ter se tornado mais cômoda e agradável com as invenções deles. A Bíblia relata que foi convocada para uma declaração poética de seu marido, que discorria sobre o terrível crime dele.
PROPÓSITO:
Ada cumpriu seu papel de esposa, ainda que seu esposo tenha tomado para primeira mulher; ela também, cumpriu o papel de mãe, visto que seus filhos se tornaram homens notáveis; e, por último, ela comparece à convocação de seu esposo, o que demonstra submissão. Entretanto, a Bíblia não menciona se Ada cumpriu o propósito principal: o de servir ao SENHOR.
DEVO EVITAR:
Não posso consentir com as práticas errôneas da minha família
Não devo colocar a família antes de minha comunhão com Deus

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
BÍBLIA DE ESTUDO DA MULHER DE FÉ: Nova Versão Internacional. Editora Geral: Jean E. Syswerda. Tradução: Cecília Eller. São Paulo: Editora Vida, 2014.
A Bíblia em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional/edição autorizada da obra de Edward Reese (org.); tradutor Judson Canto (títulos e textos explicativos). São Paulo: Editora Vida, 2003.
CHAMPLIN, Russell Norman. Dicionário A-Z. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 6 e 7.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado: VERSÍCULO POR VERSÍCULO: Gênesis. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 1.
SCHIMIDT, Alaid Schiavone. Pequena Enciclopédia Bíblica de temas Femininos – Com Ênfase nos Assuntos da Família. São Paulo: Arte Editorial, 2008.
A BÍBLIA DA MULHER: leitura, devocional, estudo







 

SÉRIE MULHER - Eva - Período Primitivo


 Gênesis período primitivo...

Eva a primeira mulher...

Gênesis 2:4

Quando eu leio a história de Eva, eu não vejo apenas a primeira mulher da Bíblia. Eu vejo o começo de todas nós. Eva surge quando ainda não existiam culpa, medo ou distância entre Deus e o ser humano. Ela é criada num tempo em que Deus caminhava no jardim, falava, se aproximava sem barreiras. Eva não foi formada do pó da terra, como Adão, mas do seu lado. É isso me diz muito.
A mulher nasce da relação, da proximidade, da parceria.
Ela não é menor, nem acessória. Ela é parte essencial do plano de Deus desde o início.
Eva conheceu o Éden. Conheceu a plenitude, a liberdade e a abundância. Mas também conheceu a possibilidade de escolher. E é nesse ponto que a história dela se encontra com a nossa.
Eva escutou uma voz que não negava Deus de forma direta, mas distorcia o que Ele havia dito. Uma voz que misturava verdade com dúvida.
Eva pensou, avaliou, desejou. O texto não mostra uma mulher fraca, mas uma mulher que reflete.
O problema não foi pensar, foi permitir que a confiança em Deus fosse substituída pelo desejo de caminhar sozinha.
Quando Eva come do fruto, algo se rompe.
Não apenas uma regra, mas uma relação.
Os olhos se abrem, e junto com isso nasce a vergonha. Surge o medo. Surge o impulso de se esconder.
E aqui eu aprendo algo profundo sobre Deus:
Ele não abandona o jardim.
Ele entra. Ele procura. Ele chama.
Quando Deus pergunta “onde estás?”, não é porque Ele não sabe, mas porque Ele quer restaurar aquilo que foi quebrado dentro do ser humano.
Antes de qualquer palavra sobre consequência, Deus cobre. Ele não expõe, Ele não humilha, não rejeita. Ele cobre a nudez que agora pesa sobre Eva. Isso me ensina que, mesmo diante do erro, o cuidado de Deus continua.
No meio das palavras difíceis, Deus libera uma promessa. Ele diz que da mulher viria aquele que pisaria a cabeça da serpente. Desde o início, Deus deixa claro que a mulher não seria o fim da história, mas parte do caminho da redenção.
Eva recebe um nome que carrega futuro. Vida. Mesmo fora do jardim, mesmo depois da queda, sua identidade não é anulada. Eva se torna mãe.
Ela conhece a alegria e também a dor.
Ela vive num mundo agora marcado pelo pecado, mas nunca fora do alcance de Deus.
A Bíblia não diz que Eva voltou ao Éden, mas mostra que Deus continuou com ela fora dele.
Quando eu olho para Eva hoje, eu vejo muitas mulheres.
Vejo mulheres que escutam muitas vozes, que querem acertar, que erram, que carregam culpas antigas e que, às vezes, se escondem de Deus por vergonha.
Eva me lembra que Deus continua chamando.
Que Ele não nos define pelo erro, mas pelo nome que Ele mesmo nos deu. Fora do jardim, sim. Fora do cuidado de Deus, nunca.
Gênesis 2–3




Eva é a primeira mulher .

REFERÊNCIA BÍBLICA:
Gênesis 1:27; 2:18,21-25; 3:2-8,12-13,15-17,20-21; 4:1,25; 5:1

SIGNIFICADO DO NOME: Mãe da Vida

OCUPAÇÃO: Esposa, co-gerenciadora do Éden, dona de casa

LOCAL: Jardim do Éden

ÉPOCA: Criação do Mundo

RELACIONAMENTO COM DEUS:

Eva se relacionava diretamente com Deus, desobedeceu a Deus, recebeu sua punição e depois da queda, percebe-se que ela buscou remissão pelas palavras depois de gerar o 1º filho: “Com o auxílio do SENHOR tive um filho homem” Gn 4:1.

RELACIONAMENTOS COM O PRÓXIMO:
ESPOSO: Adão
FILHOS: Caim, Abel, Sete e outros filhos e filhas.
Noras: Esposa de Caim e Sete.

PESSOAS/PERSONAGENS ENVOLVIDAS: Satanás – A Antiga Serpente (Apocalipse 20:2).

RESUMO DA VIDA:
CRIAÇÃO:
Deus trouxe todos os animais para Adão nomeá-los. Para cada espécie havia o macho e a fêmea que se correspondiam, entretanto não se encontrou uma correspondente para o homem. Deus, então, declarou que faria alguém que lhe correspondesse e auxiliasse, porque não era bom o homem estar só. Deus tirou uma costela do homem e criou uma mulher. O homem e a mulher eram uma só carne. Adão, então, nomeia sua mulher: Eva, a mãe de toda a humanidade.

QUEDA:
Eva estava no Jardim do Éden, sabia que não podia comer do fruto da Árvore do Bem e do Mal, mas ouviu o que a serpente falou, olhou para o aparente sabor agradável da árvore, para a beleza externa do fruto e para a promessa de que teria o mesmo conhecimento que Deus tinha, comeu o fruto proibido e ainda ofereceu ao marido (Adão comeu sabendo qual fruto era aquele).

REMISSÃO:
A mulher foi justa e severamente punida por Deus: dor na conceição e submissão ao marido. Depois de conceber seu 1º filho, reconheceu a ajuda de Deus em ter um filho homem. Eva teve muitos outros filhos e filhas, mas a Bíblia cita apenas o nome de 3 deles: Caim, Abel e Sete.

PROPÓSITO:
Feita com o propósito de ser a companheira para o homem, auxiliá-lo na gerência do Jardim do Éden, Eva, se tornou a mãe da humanidade, a geradora da vida. Ao ser enganada pela serpente, recebeu a punição por desobedecer a Deus, mas também recebeu a promessa de o seu descendente ferir a cabeça da serpente. Isso significa que Deus revelou o plano de Salvação ainda no Éden: uma mulher, descendente de Eva, iria gerar o Filho de Deus, para que Este restaurasse o relacionamento com Deus e a posição original da humanidade, e, também, derrotasse Satanás para sempre.

DEVO IMITAR:
Depender somente do SENHOR e da capacidade dada por Ele para exercer funções e papéis de mulher, esposa e mãe
Manter a fé em Deus e buscar por ajuda, mesmo depois de ter pecado

DEVO EVITAR:
Acreditar na mentira de Satanás
Agir sem antes consultar a Deus e ao esposo
Influenciar negativamente
Perder sua posição por desobedecer

DESTAQUES:
“Eva perdeu muito, lembra? Ela perdeu sua comunhão pessoal com Deus, perdeu seu lar no jardim do Éden, perdeu seu filho Abel que foi assassinado por Caim, seu irmão e perdeu Caim que haveria de ‘andar pelo mundo sempre fugindo’ (Gênesis 4:12). Mas ela continuou ao lado de Deus. Você também pode confiar plenamente nEle sejam quais forem as circunstâncias da sua vida.”

Áurea Soares, em “Mulheres da Bíblia: 
Aprendendo com elas”.

REFERÊNCIAS CONSULTADAS:
BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL. Versão Almeida Revista e Corrigida.
A BÍBLIA DA MULHER: leitura, devocional, estudo
Sociedade Bíblica do Brasil, 2022.
BÍBLIA CRONOLÓGICA 



Próximo post  será de ADA.








SÉRIE MULHER - Agar - Período patriarcal

  Agar Na história de Agar, eu fui confrontada com uma dor silenciosa que atravessa gerações. Agar não começa sua história com escolha. Ela...